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EDUCAÇÃO

Seminário discute a educação de jovens que cumprem medidas socioeducativas

Por Redação - Agência PA (SECOM)
11/03/2015 19h54

Ações de educação nas medidas socioeducativas e a elaboração de propostas para aprimorar o ensino regular dos jovens atendidos estão sendo debatidas no seminário “Educação no Âmbito da Socioeducação”, iniciado na manhã desta quarta-feira (11), na Escola de Governança Pública do Estado do Pará (EGPA), com programação até a próxima sexta-feira (13). No primeiro dia participaram cerca de 100 profissionais que atuam na educação formal de socioeducandos, entre professores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que ministram aulas aos internos, arteeducadores, pedagogos e demais profissionais.

Promovido pela Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa), o seminário faz parte do ciclo de eventos temáticos “Diálogos da Socioeducação”, que nesta primeira edição debaterá temas sobre gestão da escola na realidade socioeducativa, promoção do protagonismo juvenil no ambiente escolar, e justiça na educação formal destinada a socioeducandos, entre outros assuntos. O evento será realizado sempre pela manhã, com o apoio da Seduc, da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster) e EGPA.

Núcia Azevedo, coordenadora de Educação para Jovens e Adultos (EJA), da Seduc, ressaltou que o evento colabora principalmente para a responsabilidade de todos na educação dos socioeducandos. “Eu vejo que esse momento é ímpar, principalmente pelo fato de uma gestão nova estar chegando, e logo no início puxar para o diálogo um assunto tão importante, que é a educação na socioeducação. Chamamos todos os atores envolvidos para mostrar que a responsabilidade da socioeducação é de todos, e assim implementar realmente a construção do projeto político pedagógico”, destacou a coordenadora.

Déficit - No Pará, entre os jovens que cumprem medidas socioeducativas de internação ou semiliberdade, 74,75% estudaram até a 2ª série, segundo dados do Núcleo de Planejamento da Fasepa, o que reflete um déficit na escolarização. Para o presidente da Fasepa, Simão Bastos, a participação ampla no evento aproxima a relação entre as instituições e os profissionais que atuam na educação socioeducativa. “Este é o primeiro evento que vem colocar a educação em destaque. E eventos como esse colaboram para esse diálogo mais próximo das instituições, e assim estarmos imbuídos de um trabalho cada vez melhor para esses adolescentes”, disse Simão Bastos.

O poder de transformação na vida dos socioeducandos é enfatizado por uma adolescente de 17 anos, atendida no Centro Socioeducativo Feminino (Cesef), em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém. “Quando cheguei aqui ninguém acreditava em mim. A educação salvou a minha vida. Por isso ela é tão importante para mim”, destacou a adolescente.

Segundo o juiz titular da 3ª Vara da Infância e Juventude, Wanderley de Oliveira, “o desafio é gigantesco. Demanda forças divergentes. A educação é uma arma poderosa, capaz de derrubar os muros do apartheid social. É a oportunidade para que a educação na socioeducação eleve esses seres humanos para a condição de dignidade humana”, afirmou o juiz, que sentencia os casos de medidas socioeducativas na capital paraense.

Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a educação é um direito fundamental que visa o pleno desenvolvimento da pessoa, e deve ser garantido a todo adolescente, mesmo em cumprimento de medida socioeducativa.

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