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DIA DO MÉDICO

Médicos garantem atendimento humanizado em hospitais públicos do Pará

Nesta terça-feira (18), celebra-se o Dia do Médico

Por Giovanna Abreu (SECOM)
18/10/2022 08h00

Ainda na infância, Daia Hausseler viu nascer a sua paixão pela medicina, mas, somente depois de formada, a especialidade da geriatria entrou na sua vida, quando o seu avô precisou tratar de um câncer de bexiga e em fase terminal necessitou de cuidados paliativos.

“Mesmo naquele momento, sem conhecimento algum da especialidade, eu fui levada para essa missão de proporcionar um cuidado de fim de vida digno dentro daquilo que meu avô solicitava. A gente cuidou dele e foi um fim de vida muito bonito e muito digno. Depois do seu falecimento, eu entendi que era esse o caminho que eu deveria seguir e foi aí que eu busquei a geriatria e a especialização em cuidados paliativos. Queria ter um olhar direcionado para as pessoas que estão enfrentando doenças que ameaçam a vida e que levam ao sofrimento e para que elas possam ter um fim de vida com a sua biografia e dignidade respeitada. Enxergo meu avô em cada paciente que eu atendo”, conta a médica paliativista, Daia Hausseler, que atua na clínica de cuidados paliativos do Hospital Ophir Loyola.

Dra Daia Hausseler - Médica da Clínica de Cuidados Paliativos do Hospital Ophir LoyolaNesta terça-feira (18), celebra-se o Dia do Médico, profissional que atua para garantir atendimento, cada vez mais, humanizado em hospitais públicos estaduais no Pará, com a promoção da saúde dos paraenses, incentivo a uma vida saudável e prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças.

A médica de qualidade do Hospital Abelardo Santos, Bárbara Freire, estudou durante 7 anos para conseguir a tão sonhada aprovação no vestibular de medicina, o que fez com que a perseverança necessária nesse período fosse um aprendizado também para o dia a dia da profissão. “Ser médico é um sacerdócio, não deixamos de ser médicos em hora nenhuma do dia, são 24h por dia, 7 dias por semana, e a satisfação de viver a medicina é enorme. A perseverança uso em sempre procurar o melhor para o meu paciente, quero ouvi-lo, junto a uma equipe multiprofissional para oferecer um atendimento de qualidade e vê-lo ter alta. Esse é o melhor momento pra mim, quando o paciente volta para a sua casa, sua família, o coração fica tranquilo”, destaca.

Dra Barbara FreirePANDEMIA

Durante os mais de 15 anos de formado do cirurgião geral Paulo Henrique Ataíde, o início da pandemia da Covid-19 foi um marco para o profissional.

Dr Paulo Henrique Ataíde“Foi um momento devastador na nossa carreira, precisamos nos superar, lutar contra o desconhecido, sem esquecer que somos seres humanos, que estávamos com medo, com problemas em casa, e mesmo assim seguíamos para salvar outras pessoas. Nesse ano, vou passar o Dia do Médico com o coração mais tranquilo, sabendo que conseguimos contribuir para que o auge desse momento passasse, mantendo sempre a segurança e a vigilância. Cada palavra de gratidão dos pacientes que atendi faz toda a diferença na minha vida”, pontua o profissional que atua no Abelardo Santos.

REFERÊNCIA

Dr Carlos Henrique MenezesO médico anestesista Carlos Henrique Menezes ressalta que atuar no Hospital Abelardo Santos, que é referência em diversos tipos de atendimento, é fundamental para o seu crescimento profissional. “Aqui tenho oportunidade de realizar procedimentos que não fazemos em outros lugares, por ser uma unidade de referência, o que enriquece muito a minha experiência. A anestesia significa a oportunidade de oferecer ao paciente aquele conforto durante um procedimento, garantir suporte e segurança para que ele não sinta a dor, assim como o auxílio ao cirurgião para que possa realizar seu trabalho com o máximo de eficiência”, explica o médico.

AMOR E MEDICINA

O médico Marco Travessa, cirurgião cardiovascular do Hospital de Clínicas, conta que cresceu vendo os pais, que são médicos, apaixonados pela profissão e, sem dúvida, foi o que inspirou os filhos a seguirem pelo mesmo caminho. “Não era só o trabalho, era a vida deles. A partir dos exemplos que tivemos na família, nasceu o nosso amor pela medicina. Eu e meus dois irmãos somos médicos. A minha esposa também é médica e nos conhecemos dentro de um hospital. A cirurgia cardíaca pediátrica foi uma ponte que nos uniu”, destaca.

A médica Denise Travessa, cardiopediatra do Hospital de Clínica, que atua no setor de referência da unidade junto ao marido, Marco, conta que apesar da medicina ser tema de quase todos os assuntos do casal, há uma relação de muito profissionalismo no dia a dia.

Sinto uma gratidão enorme pelo Hospital de Clínicas, é uma outra escola de vida e de formação. Temos um trabalho complexo, em um serviço de referência, e nos mais de 10 anos aqui, vi o quanto a unidade cresceu e eu cresci também. Todo dia devemos pensar que precisamos melhorar, para afinar, cada vez mais, nosso trabalho. Não podemos perder a empatia e buscar sempre refinar relação médico-paciente, porque o hospital tem um potencial imenso”, conta.

De acordo com Marco Travessa, a velocidade das mudanças na profissão está muito mais acelerada atualmente, por isso, ele reforça que a medicina exige dedicação. “É preciso que você se aprofunde nos avanços, sempre lembrando que aperfeiçoar é uma constante. Para continuar com um serviço de referência e de tanta qualidade é necessário acompanhar as transformações”, ressalta.

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