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Eventos no PCT Guamá oportunizam conexões entre negócios paraenses

As reuniões estratégicas e dinâmicas proporcionam parcerias aproximando pesquisa e mercado

Por Sérgio Moraes (PCTGuamá)
19/01/2024 09h48

Aproximar oportunidades, fortalecer a conexão entre pesquisa e mercado, e incentivar soluções tecnológicas, são movimentos criados pelo Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, através de eventos estratégicos voltados para o desenvolvimento de negócios. Para este ano, programações com potencial de melhorar a atividade e networking de empresas em diversos segmentos, seguirão como prioridade na agenda do complexo do Governo do Estado.

Rodada de Negócios - Rodadas de negócios são reuniões rápidas, realizadas para proporcionar oportunidades e novas parcerias no mercado. Empresas residentes e associadas ao PCT Guamá participam da programação em mesas montadas, com interação de 15 a 20 minutos, entre os participantes.

Para 2024 pelo menos três rodadas serão realizadas no Parque, e uma delas vai ocorrer ainda neste semestre, no mês de maio. Os demais encontros serão feitos até o final do ano e prometem novidades. “Esse ano teremos a novidade de escalar o evento a nível nacional, pois agora ele possibilitará a ampla participação de atores que até o momento não tiveram contato ou pouco conhecem o PCT Guamá, seus laboratórios, as empresas residentes e associadas. Teremos ainda esse ano uma segunda roda que apresentará uma perspectiva internacional”, comenta Milksom Campelo, gerente de Prospecção, Transferência e Tecnologia de Negócios da Fundação Guamá, instituição que administra o PCT Guamá.

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Antônio Cruz é diretor de uma empresa que fabrica produtos como geleias regionais, e participou de uma rodada de negócios realizada no PCT Guamá. O empresário se reuniu com representantes do Parque Tecnológico de Viçosa, localizado em Minas Gerais, e trocou experiências sobre tecnologia alimentar no processo produtivo. “Já participamos de outras rodadas, é sempre uma oportunidade de estarmos mostrando nossa marca, nosso trabalho, trocarmos experiências e vermos de que forma podemos estar nos beneficiando desse ecossistema de inovação”, comenta.

Na última rodada realizada no PCT Guamá, empresários, pesquisadores e representantes de parques tecnológicos brasileiros conversaram com representantes de negócios locais. O bate- papo foi montado de maneira estratégica e levou em consideração perfil, ramo de atuação, interesse das empresas e a expertises de pesquisadores e laboratórios convidados.

“Nós temos perfis diferentes, então o encontro se configurou em uma rodada de negócio de base tecnológica, porque a ideia é oferecer oportunidades de transferência de tecnologia para as demandas dessas empresas, então o que é negociado é conhecimento, tecnologia. Por isso, empresários com soluções tecnológicas podem melhorar seus produtos a partir desse contato com essas universidades e pesquisadores”, explica Milkson.

Leila Pother, diretora de negócios de uma startup vinculada ao Parque, e que atua com microgeração de energia a partir de fontes renováveis, também já participou de um evento no complexo e firmou contatos com outras iniciativas que atendem o segmento. “A gente trocou ideias sobre certificação e gestão ambiental com uma empresa dessa área que já atua com grandes empresas e que é foco da gente, porque estamos prestes a iniciar a operação, então vamos precisar montar uma fábrica ou terceirizar esse serviço de fabricação e a gente sabe que mesmo terceirizando a gente vai precisar das certificações”, disse.

A empresa fabrica microturbinas que geram energia dentro de igarapés, rios, mares ou oceanos, tem como público-alvo produtores rurais localizados em municípios com potencial hídrico próximos à Belém como, por exemplo, o Acará.

Daniela Cunha, diretora de uma fábrica de cosméticos naturais e biodegradáveis, também destaca a importância das conexões estabelecidas nesses encontros. “A gente está em um ambiente de pesquisa e inovação, buscando parcerias, ficar mais próximo de instituições de pesquisa tanto para ajudar no desenvolvimento de novos ingredientes, produtos, quanto para conseguir investimentos", pontua a empresária.

Meetup PCT Guamá - Outro formato que também já está na agenda 2024 é o meetup, modelo empresarial de reunião entre profissionais para trocar ideias de interesse comum para os negócios, e ainda para fortalecer o networking através de rodas de conversas. O meetup do PCT Guamá aproxima empresas, empreendedores e pesquisadores, e proporciona visibilidade para novas iniciativas instaladas dentro do parque.

“A realização de meetups no Parque de Ciência e Tecnologia Guamá é significativa pois proporciona um ambiente inovador, inspirador, ideal para troca de ideias e networking. Além disso, o parque, sendo um centro de tecnologia e pesquisa, estimula a colaboração entre profissionais, acadêmicos e empresas startups, promovendo sinergias entre diferentes campos do conhecimento. O evento também reforça a importância da ciência e da tecnologia na região, atraindo atenção e potenciais investimentos para o setor no Pará”, destaca Jorge de Figueiredo, gerente de Inovação e Consolidação de Empreendimentos da Fundação Guamá, que administra o parque.

Para este ano, os encontros informais serão feitos a cada três meses, e o primeiro já está agendado para o mês de março. A programação dinâmica costuma ter coffee break, música, e coloca em destaque assuntos atuais para serem discutidos entre os participantes. Temas como inteligência artificial para os negócios, inovação sustentável na COP 30, estão no planejamento dos encontros para este ano. O sucesso de startups com foco em pessoas também será destaque. “Falamos muito em produtos e serviços, mas pouco se fala em pessoas, talentos. Passamos por muitos problemas regionais em retenção de talentos, há muito o que falar sobre isso”, pontua Jorge.  

Referência em inovação na Amazônia - O PCT Guamá é uma iniciativa do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica (Sectet), que conta com a parceria da Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e gestão da Fundação Guamá.

É o primeiro parque tecnológico a entrar em operação na região Norte do Brasil e tem como principal objetivo estimular a pesquisa aplicada e o empreendedorismo inovador e sustentável.

Situado em uma área de 72 hectares entre os campi das duas universidades, o PCT Guamá conta com mais de 30 empresas residentes (instaladas fisicamente no parque), mais de 60 associados (vinculadas ao parque, mas não fisicamente instaladas), 12 laboratórios de pesquisa e desenvolvimento de processos e produtos, com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Escola de Ensino Técnico do Estado do Pará (Eetepa) Dr. Celso Malcher, além de atuar como referência para o Centro de Inovação Aces Tapajós (Ciat), em Santarém, oeste do Estado.

Membro da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), da Associação Internacional de Parques de Ciência e Áreas de Inovação (Iasp), o PCT Guamá faz parte do maior ecossistema de inovação do mundo.

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