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Sespa promove Feira do Empreendedorismo Inclusivo no Porto Futuro, em Belém

O evento acontece sempre no último final de semana do mês e reúne mais de 200 famílias

Por Melina Marcelino (SESPA)
27/01/2024 19h44

O Governo do Pará promove nos dias 27 e 28 de janeiro (sábado e domingo) mais uma edição da Feira do Empreendedorismo Inclusivo no Porto Futuro, em Belém. O evento acontece das 16h às 21h. 

A ação da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Coordenação Estadual de Políticas Para o Autismo (Cepa), tem o objetivo de proporcionar um espaço para que pessoas com autismo, familiares e associações possam divulgar e vender seus produtos aos frequentadores do Parque Urbano Porto Futuro.

"Muitas pessoas com autismo possuem inúmeras habilidades, mas também podem ter dificuldades ao se socializar. Então, é importante oportunizar esses espaços para essas pessoas e seus familiares, gerar renda e principalmente dar visibilidade para a habilidade que eles têm. Isso também é geração de saúde", comenta a coordenadora estadual de Políticas para o Autismo da Sespa, Nayara Barbalho.

Geração de renda e de saúde

"Estamos na 15ª edição e geramos mais de R$200 mil para essas famílias. O retorno é extremamente positivo e a gente quer que cresça cada vez mais", afirma a titular da CEPA.

A Feira do Empreendedorismo Inclusivo ocorre sempre no último final de semana do mês, e reúne mais de 200 famílias cadastradas no sistema da Cepa. Nesta edição, expositores  estarão oferecendo diversos produtos, como roupas infantis, brinquedos, objetos de decoração, comida e bolsas.

Maria Raimundo da Silva Cardoso é uma das empreendedoras da Feira. Ela é mãe de o jovem Marcos Cardoso, autista, de 19 anos, e vem de Igarapé-Miri, nordeste paraense, para participar do projeto. "A Feira é importante porque levamos o nome da nossa loja para outros lugares, e isso ajuda nas nossas vendas. Aqui conseguimos vender mais produtos", conta. 

Já Valéria Mendonça, que é assistente social, vem de Ananindeua com o filho para participar do evento. "O evento é muito importante por uma questão social, de gerar renda para as famílias e da identificação da pessoa com autismo, a questão da socialização entre famílias, e não deixa de ser também uma forma de fortalecer a causa, disseminar sobre o autismo, dialogar com as pessoas e aproximar da sociedade", relata. 

Nivia Santos é mãe do João Nicolas, uma criança com autismo, e explica como o projeto também atua no combate ao preconceito. "Nós, mães, que somos responsáveis por crianças com autismo, sofremos também com o preconceito. Então, o empreendedorismo ajuda a mostrar para a sociedade que nós também somos seres humanos".

Nayara Barbalho também destaca os avanços notados em outros municípios. "Várias outras secretarias de estado também se movimentaram para fazer um projeto como esse. Ficamos muito felizes, porque quanto mais ações como essas, mais pessoas são atingidas, tanto para gerar renda e emprego, quanto para mostrar as habilidades das pessoas com autismo e outras deficiências. Nós também estamos com o projeto itinerante em outros municípios", conclui.

Texto: Jamille Leão - Sespa

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