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Hemopa alerta para o baixo número de doadores de sangue

Por Redação - Agência PA (SECOM)
14/04/2015 17h46

“Peço que as pessoas tenham consciência na vida e venham aqui doar para quem precisa como eu”. O apelo é de Divalda Duarte Martins, 43 anos, moradora do município de Cametá, no nordeste paraense. Paciente da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), onde faz acompanhamento de doença falciforme há mais de 20 anos. Ela esteve no hemocentro nesta terça-feira, 14, para repor sangue em virtude de um procedimento cirúrgico.

A cametaense soma-se a centenas de pacientes atendidos pelo hemocentro em mais de 200 hospitais paraenses. Esse acompanhamento, no entanto, corre sérios riscos de comprometimento dada a necessidade de priorizar o atendimento da demanda transfusional, já que a Fundação ainda enfrenta queda de 50% no estoque de sangue. A maior necessidade de reposição é dos tipos “A Positivo” e “O Positivo”, presentes em 80% da população do Estado. Na última segunda-feira, o movimento na sede do Hempoa e na Estação de Coleta no Shopping Castanheira foi de 231 comparecimentos e 181 coletas. Número bem abaixo do ideal, que seria em torno de 250 coletas.

Juciara Farias, titular da Gerência de Captação de Doadores (Gecad) do Hemopa, alerta para a aproximação de outro feriado, o que, segundo ela, poderá restringir ainda mais o comparecimento de voluntários. As constantes chuvas e viroses são outras dificuldades identificadas pelo setor. “Chamo a atenção principalmente de familiares e amigos de pacientes internados na rede hospitalar estadual. Se cada paciente encaminhasse um doador, teríamos um equilíbrio entre a oferta de doadores e a demanda de pacientes”.

Exemplo – Inaugurado há um ano, o Hospital Galileu, em Ananindeua, já dá o exemplo de compromisso com a causa da doação voluntária de sangue. A instituição organizou uma campanha de doação entre os colaboradores do hospital. Coordenada pelo Grupo de Humanização no Trabalho, a ação reuniu, em quatro dias dos meses de março e abril, a coleta de 54 bolsas de hemocomponentes. O grupo tem acesso aos serviços com a disponibilidade da “Caravana Solidária” do Hemopa, que transporta esses voluntários em micro-ônibus com capacidade para 30 pessoas.

Uma das colaboradoras voluntárias foi a enfermeira da Clinica Médica do HG, Nair Cláudia. Doadora do tipo sanguíneo “A Positivo”, ela doou sangue pela terceira vez. Todas de forma espontânea. Agora, no entanto, ela realizou o ato solidário na companhia dos colegas de hospital. “É gratificante. Sabemos da importância que cada bolsa de sangue tem quando um paciente precisa, por isso estamos aqui contribuindo”, afirma.

Quem pode doar sangue?

Pode doar sangue qualquer pessoa com boa saúde, que tenha entre 16 e 69 anos e pese acima de 50 quilos. É necessário portar documento de identidade original e com foto e estar bem alimentado. O homem pode doar a cada dois meses, e a mulher, a cada três. Adolescentes de 16 e 17 anos só podem doar com a autorização dos pais ou de um representante legal. Para fazer o cadastro de doadores de medula óssea, o candidato deve estar bem de saúde, ter entre 18 e 55 anos e portar documento de identidade original e com foto.

A Fundação Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos, e faz coleta de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h; e aos sábados, das 7h30 às 17h. A Estação de Coleta Hemopa Castanheira fica no térreo da passarela Pórtico Metrópole, no acesso ao shopping Castanheira, na BR-316, e funciona nos mesmos horários. O “Alô Hemopa” atende pelo número 0800-2808118.

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