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Seminário debate avanços e desafios para o controle da tuberculose no Pará

Por Redação - Agência PA (SECOM)
18/03/2015 13h50

Profissionais de saúde estiveram reunidos em um seminário em Belém, nesta quarta-feira, 18, para tratar dos progressos e desafios no controle da tuberculose no Estado, situação que tem se tornado alarmante também no restante do país, em decorrência da associação da doença com o HIV. O evento foi realizado no auditório do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna e antecipou a mobilização em torno do Dia Mundial de Combate à Tuberculose, 24 de março.

Com o tema “Desafios e perspectivas para o Controle da Tuberculose no Estado do Pará”, o seminário realizado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) teve a intenção de incentivar os participantes a incorporarem, de fato, a atenção básica e a comunidade em geral para contenção da doença, que faz do Pará o quinto Estado no ranking de incidência no país e o líder da região Norte em número de casos confirmados, em torno de 3.500 por ano.

Durante a abertura do evento, a coordenadora do Programa Estadual de Combate à Tuberculose lembrou que o encontro é essencial para propagar informações sobre a doença, com ênfase na prevenção e no incentivo ao doente para a continuação do tratamento, que dura cerca de seis meses.

Outros temas foram comentados na ocasião pelo técnico do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Stefano Codenotti, como o processo de implantação do teste rápido de tuberculose no Brasil; os dados sobre o avanço no controle da coinfecção TB-HIV e as metas para o controle da doença pós-2015, que foram aprovados na Assembleia Mundial da Saúde, em maio do ano passado, devido ao número elevado de mortes prematuras por tuberculose associada a doenças crônicas não transmissíveis, causadas por fatores de risco, como o consumo de tabaco e o uso nocivo do álcool, que comprometem a eficiência do tratamento, além da dieta inadequada e inatividade física.

Índices

Segundo dados do Programa, o Pará é o quinto em taxa de incidência no Brasil, com 42,7 casos para cada grupo de 100 mil habitantes – segundo estatísticas de 2013 - e ocupa o primeiro no ranking na região, correspondendo a uma média de 3.500 novos doentes a cada ano. A taxa de cura encontra-se em torno de 73,1%; abandono de tratamento em 9,7% e 2,7 óbitos para cada 100 mil habitantes.

Em relação ao tipo resistente da doença, foram registrados 409 casos no país em 2014, dos quais 25 só no Pará, que possui sete dos 181 municípios brasileiros considerados prioritários pelo Ministério de Saúde para frear a transmissão: Abaetetuba, Ananindeua, Belém, Bragança, Castanhal, Marituba e Santarém.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Pará acompanha a média nacional, sendo que o Brasil é o 16º entre os 22 países listados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) por concentrarem 80% da carga mundial de tuberculose.

Desafios

A doença tem cura e o tratamento é disponibilizado integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas Unidades Básicas de Saúde, geridas pelas prefeituras. Contudo, ainda apresenta novos desafios quando surge em pessoas vivendo com HIV/Aids.

“Essa população é considerada um grupo especial que traz consigo vulnerabilidade maior. Em função disso, o Ministério da Saúde recomenda que todos os casos confirmados de tuberculose realizem o teste anti-HIV e que todas as pessoas portadoras do vírus HIV sejam avaliadas anualmente para a identificação ou não do bacilo da tuberculose. Caso a presença de ambos os agravos seja confirmada, o tratamento antirretroviral, quando pertinente, é garantido nos serviços de referência”, atesta o documento.

O boletim técnico da Sespa também esclarece que a tuberculose é a primeira causa de morte entre as doenças infecciosas nos pacientes com Aids e a segunda de adoecimento. No Brasil, estima-se que a solicitação do teste anti-HIV para pacientes de tuberculose esteja em torno de 77%, mas somente 64,5% destes são efetivamente realizados.

No Pará, em média, 50% dos casos de tuberculose conseguem realizar o anti-HIV. Essa situação se deve, principalmente, à centralização do exame por muitos municípios, o que dificulta o acesso. A recomendação é que o teste seja disponibilizado no maior número possível de serviços de saúde da atenção básica, como as unidades de saúde e estratégias de saúde da família, melhorando assim a oferta.

No que se refere ao combate da doença no Pará, a Sespa capacita profissionais e presta assessoria técnica aos municípios, que por sua vez são responsáveis pela execução das ações no corpo a corpo com a população. Já a Atenção Básica tem objetivo de consolidar as ações do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, oferecendo o tratamento nas unidades de saúde, incluindo a estratégia do Programa Saúde da Família (PSF) e Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). O principal objetivo é prevenir o adoecimento nos infectados e não infectados.

Também contribuíram para o seminário os painéis do coordenador do Comitê Estadual para o Controle da Tuberculose no Pará, Ernandes Costa, e as palestras “A importância da Atenção Primária no controle da tuberculose”, com Marlene Silva dos Reis; “Tuberculose na criança”, com Valéria Martins e “Tuberculose x HIV”, com a fala da médica infectologista Vânia Brilhante.

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